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terça-feira, 14 de outubro de 2025

Artigo

                    Por Carlos Vinícius C. de Mendonça em A Gazeta (ES), 3/4/2005.


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quarta-feira, 29 de maio de 2024

 Artigo


"Para nascer precisamos de:

2 Pais
4 Avós
8 Bisavós
16 Trisavós
32 Tetravós
64 Pentavós
128 Hexavós
256 Heptavós
512 Oitavós
1024 Eneavós
2048 Decavós

Apenas o total das 11 últimas gerações, foram necessários 4.094 ANCESTRAIS, tudo isso em aproximadamente 300 anos antes de eu ou você nascermos!
Pare um momento e pense...
- De onde eles vieram?
- Quantas lutas já lutaram?
- Por quanta fome já passaram?
- Quantas guerras já viveram?
- Quantas vicissitudes sobreviveram os nossos antepassados?
Por outro lado, quanto amor, força, alegrias e estímulos nos legaram?
Quanto da sua força para sobreviver, cada um deles tiveram e deixaram dentro de nós para que hoje estejamos vivos.
Só existimos graças a tudo o que cada um deles passou.
É nosso dever honrar nossos antepassados!"







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terça-feira, 2 de novembro de 2021

 Artigo


CREIO NA EDUCAÇÃO

                        ©José Roberto de Oliveira

A atuação da escola é imprescindível para criar uma nova mentalidade no povo da minha querida Vitória -ES  e, por extensão, no povo espírito-santense e brasileiro. Uma  mentalidade mais voltada para o social produtivo e não um social assitencialista, que causa dependência ad aeternum.

Isso se efetivará com a educação do administrador, do futuro político e de todos que, amanhã, poderão  continuar a fazer deste país uma grande nação. Por isso que devemos estar juntos nesse barco. A consciência da família no valor da educação fará toda a diferença.

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terça-feira, 26 de outubro de 2021

  Artigo


POBREZA DE ESPÍRITO

                          ©José Roberto de Oliveira

Pena que em pleno século XXI a informática esteja sendo utilizada também para fomentar prostituição, adultério, traição e libertinagem no seio da já conturbada sociedade. Para aqueles praticantes destes atos é só um meio a mais . Para os que não são desse meio ou tinham vontade refreada, eis um meio camuflado para todo tipo de patifaria e até orgia, etc.

Instrumentos para isso não faltam ... e vai por aí, que se colocam para agenciar "programas virtuais", mas que não são aqueles típicos, conhecidos ... São fontes de pessoas frustradas, mal amadas, que se camuflam como cheias de virtude para se  oferecerem a  alguém, mas que na realidade, são falidos sentimentalmente , nem ao menos conseguem manter relacionamentos reais, só virtuais para conseguir tolerá-los, isto até que o outro o conheça. Depois que o incauto o conhece, verifica a pobreza, a falta de história, o engodo, quando não são explorado inclusive financeiramente.

Alguns se metem com paranoicos, com  gente envolvido com crime organizado e drogas, infectados com vírus HIV, pessoas endividadas até a alma, todas doidinhas para achar um pato ou uma "patolina" -os mais inocentes. Existem alguns, pelo menos no início, são "tão bobinhos (as) que se identificam nestes pardieiros com seus nomes próprios, completinhos, inclusive com o n° tel., Só faltando colocar CPF, RG, etc. "Os experientes" na gandaia usam os famosos pseudônimos e com mensagens escancaradas como: "gostaria de encontrar mulheres/homens, entre tal e tal idade, para "falar sobre sexo."

Outro dia soube de  uma inocente ... em busca de sua alma gêmea, além de identificar-se como nome próprio expôs uma "poesia" que parecia ser de sua autoria, um verdadeiro portal para os espertos de almas perdidas, solitárias, mal amadas e outros "predicados", inclusive estéticos, além da idade, que se fosse abordado pessoalmente não encontraria guarida. A fantasia encobre o real. Geralmente são "falidos" na administração da sua vida sentimental. Outro fato curioso que se pode perceber é que, quase sempre o mesmo texto, " poema isca" ,esses espertonautas colocam em todos os sites para garimpar o maior número possível de incautos, e o pior que conseguem ficar no mesmo "bla-bla-blá simultaneamente. 

Tem de tudo. Gente passando-se por poeta, por professor, empresário, jogador de futebol, dentistas, médicos, e não são. Quando são, via de regra são profissionais frustrados e se entregam ao engodo de si mesmo. Outro dia alguém falou que fulano até se casou neste sistema.  Sugestão: acompanhe esse relacionamento e depois diga-nos que "profundidade". Gente, ainda que isso venha ocorrer, é uma exceção, e a exceção confirma a regra que é: "Se temos dificuldades de amar quem vemos, conhecemos... quanto mais quem só "vemos" por esses ferramentais! Penso ter muita gente infeliz...  perdida por aí...nesses caminhos!


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quinta-feira, 25 de março de 2021

 Artigo


ABORDAGEM COMPORTAMENTAL DA ADMINISTRAÇÃO 

                              ©José Roberto de Oliveira

(Homem Administrativo)

À partir da década de 1950 se desenvolve inicialmente nos Estados Unidos a Teoria Comportamental da Administração – também  chamada behaviorista –  que veio significar uma nova direção e um novo enfoque dentro da teoria administrativa: a abordagem das ciências do comportamento, o abandono das posições normativas e prescritivas das teorias anteriores(Teoria Clássica, Teoria das Relações Humanas e Teoria da Burocracia) e a adoção de posições explicativas e descritivas. A ênfase permanece nas pessoas, mas dentro de um contexto organizacional.

É com a abordagem comportamental – Teoria Comportamental da Administração e o Desenvolvimento Organizacional - que a preocupação com a estrutura se desloca para a preocupação com os processos e com a dinâmica organizacionais, isto é, com o comportamento das pessoas na organização, ou seja, com o comportamento organizacional.

“ O enfoque comportamental estabelece o predomínio dos fatores humanos”(Montana e Charnov, l988 : 21).

“O behaviorismo põe ênfase no “homem administrativo” em vez do “homem econômico(Teoria Clássica) ou do “homem social”(Teoria das Relações Humanas). O homem administrativo procura apenas a “maneira satisfatória” e não a melhor maneira (“the best way”) de fazer um trabalho. O comportamento administrativo é satisfaciente (“satisficer”) e não otimizante, pois o homem administrativo toma decisões, sem poder procurar todas as alternativas possíveis: não procura o máximo lucro, mas o lucro adequado; não o preço ótimo, mas o preço razoável”(Chiavenato, 1998 : 567).

A Abordagem comportamental é interdisciplinar visto que vai usar a Antropologia, a Sociologia, a Psicologia Social, a Ciência Política, a Economia, etc..., e assenta-se em novas proposições acerca da motivação humana, notadamente as contribuições de McGregor, Maslow e Herzberg. Como a organização é um sistema cooperativo racional e ela somente pode alcançar seus objetivos se as pessoas que a compõem coordenarem seus esforços a fim de alcançar algo que individualmente jamais conseguiriam, é que o administrador precisa conhecer os mecanismos motivacionais para poder dirigir adequadamente os esforços dessas pessoas. Por essa razão, também, a organização caracteriza-se por uma racional divisão do trabalho e por uma determinada hierarquia. Da mesma forma que uma organização tem expectativas acerca de seus participantes, quanto às suas aptidões, talentos e potencial de desenvolvimento, também os participantes têm suas expectativas em relação a organização. As pessoas procuram ou formam uma organização porque esperam que sua participação nela satisfará algumas de suas necessidades pessoais. Para obter essas satisfações, as pessoas estão dispostas a incorrer em certos custos ou a fazer certos investimentos pessoais na organização. Por outro lado, a organização procura pessoas na expectativa de que elas trabalhem e desempenhem suas tarefas. Assim, surge uma interação entre as pessoas e organização. As pessoas estão dispostas a cooperar desde que suas atividades dentro da organização contribuam diretamente para o alcance de seus próprios objetivos pessoais.

“O homem tem diferentes tipos de necessidades, cuja satisfação requer múltiplos tipos de cenários sociais”(Guerreiro Ramos, l989 : 136).

Outro aspecto importante da Teoria Comportamental é o processo decisorial. “ Todo indivíduo é um tomador de decisão, baseando-se nas informações que recebe do seu ambiente, processando-as de acordo com suas convicções e assumindo atitudes, opiniões e pontos de vista em todas as circunstâncias. A organização, neste sentido, é vista como um sistema de decisões” ...(Chiavenato, 1998 : 585)

Relativamente ao Desenvolvimento Organizacional(surgido nos anos 60) vamos encontrar Chiavenato(1998) identificando-o como uma Teoria,  ao passo que Motta(1980)  identifica-o como uma subárea da teoria das organizações que procura estudar a operacionalização dos seus conceitos. Segundo Motta, Desenvolvimento organizacional é também a própria aplicação daqueles conceitos.

“Desenvolvimento organizacional é a mudança organizacional planejada(...), porém deve ser entendido como um processo essencialmente dinâmico que pode ser mais ou menos completo, conforme o grau desejado de mudança(...) Em outras palavras(...), o desenvolvimento organizacional depende da situação que requerer e condiciona um determinado tipo de mudança.”(Motta, 1980 : 110).

A crítica que se faz ao D.O.  é que ,embora  uma alternativa democrática, parece uma moda passageira dentro da Administração.

Partindo da premissa de que  toda a Abordagem Comportamental aponta para as condições ambientais otimizadas no trabalho e  a situação motivacional dos empregados para o alcance dos seus objetivos pessoais , pode-se tomar como exemplo , na vivência atual, o comportamento da administração pública estadual atual (1999), condicionada por  imperativos econômicos e políticos, tem  inviabilizado qualquer estilo eficaz de desenvolvimento de esforços junto aos servidores públicos, dificultando para os gerentes, face as variáveis que tem afetado o ambiente de trabalho, a saber:

VIDE A QUESTÃO DO DESEMPREGO tanto no setor público, quanto no privado.

Na atual administração pública do Estado do Espírito Santo foram adotadas as seguintes medidas (inovações) pelo governador como: contingencionamento de salários dos servidores(20% sobre o salário bruto), que não passa  de uma “disfarçada” redução salarial; redução em 30% da carga horária - via de consequência, mais redução de salários; um sem número de demisssões de servidores; os 03(três) meses de atraso salarial sem definição concreta de quando será o pagamento; disponibilidade remunerada decrescente(30% -20% - 10% - 5%) do salário para cada ano que ficar em disponibilidade, sem a certeza do que acontecerá ao final desses quatro anos, e PDV(Plano de Demissão Voluntária), “tiro de misericórdia” a ser disparado em nome da moralização dos gastos públicos "estaduais”, que sob a bandeira da independência dos Poderes(o corporativismo dos dois outros Poderes não permite, nem disso cogitam), assolapa somente os servidores do Poder Executivo, TUDO ISSO NUMA CONCEPÇÃO RETILÍNEA E INSTRUMENTAL que alimenta a QUESTÃO DESEMPREGO.

Pouco ou nada foi conseguido em face de  atrasos sistemáticos de salário – os servidores  já ficaram até quase 04(quatro) meses sem pagamento - ; 05(cinco) anos sem reajuste salarial; providências “saneadoras” nos gastos públicos somente em cima somente dos servidores do Poder Executivo(disponibilidade, redução de salários através da redução de carga horária, retenção de 20% salário bruto sob o “apelido” de contingencionamento , com a promessa de devolução até o final deste governo); precatórios com determinação judicial para pagamento desobedecidos impunimente; plano de cargos e salários que não traz qualquer perspectiva motivacional; inexistência de um programa institucional sistemático de qualificação profissional (os que se qualificam por iniciativa própria – a maioria esmagadora – o fazem sem qualquer ajuda e quando se formam não são reconhecidos institucionalmente, pelo contrário, oportunizam-se espaços a estranhos ao quadro – muitas das vezes sem qualificação – em detrimento daquele servidor preparado;  etc ... .


BIBLIOGRAFIA

Chiavenato, Idalberto. Introdução `a Teoria Geral da Administração. São Paulo, Makron Books do Brasil Editora, 1998. 

Guerreiro Ramos, Alberto. A nova ciência das organizações: uma reconceituação da riqueza das nações. Rio de Janeiro, Editora da FGV, 1989.

 Montana, Patrick J. e Charnov, Bruce H. Administração. São Paulo, Editora Saraiva, 1998.

 Motta, Fernando C. Prestes. Teoria Geral da Administração: uma introdução. São Paulo, Livraria Pioneira Editora, 1980.


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segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Artigo

CAPACITAÇÃO SERVIDOR PÚBLICO DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA

                                                  ©José Roberto de Oliveira

Como observamos, dia a dia o mundo passa por profundas e aceleradas transformações que afetam as formas de estruturação e execução de trabalho em todas as organizações. Uma função muito importante hoje poderá não mais existir em pouco tempo. À época em que profissões duravam toda uma vida, sem a necessidade frequente de atualização já não existe mais. A necessidade de investimento em capacitação de pessoal é cada vez maior nas empresas organizadas.

No setor publico isso também vem se tornando realidade. Governos se dão conta de que, para viabilizar seus investimentos e melhorar a qualidade dos serviços prestados, é necessário otimizar a máquina pública, diminuindo despesas, enxugando o quadro de pessoal e ao mesmo tempo dando a ele maior qualificação.

Assim destaca-se o singular papel que a administração pública de hoje dá ao administrador tributário. Se a atribuição é a arma por excelência para evitar o processo de endividamento, a condução dessa arma, ou desse instrumento, se converte logicamente no elemento nevrálgico da organização de toda a tarefa do desenvolvimento.

O administrador tributário tem a mui sensível missão de vender a imagem de algo que desde o tempo imemorial tem sido um remédio amargo: isso que na época moderna se converteu em rigorosa plataforma de sério esforço de capitalização social. Em suas mãos está a fundamental responsabilidade de que a torcida atitude dos opositores não se traduza em planos com êxito de sabotagem ao sistema. E esse sistema é o único razoável para dar continuidade e autenticidade ao processo do desenvolvimento.

Em outros termos, incumbe primariamente à administração tributária, como instituição, ciência e arte, procurar melhorar seu desempenho, métodos e teorias, talento e astúcia, para promover o equilíbrio na comunidade de contribuintes, de sorte a impedir que o bom pagador suporte a carga tributária, acrescida da do evasor, que, tendo sucesso na sua empreitada fugitiva, sobrecarregue quem comparece ou não tem como deixar de comparecer ao pagamento dos impostos.

Para o servidor, uma grande chance de se aprimorar e diminuir as dificuldades que encontra diariamente ao lidar com profissionais cada vez mais experientes e qualificados, defendendo os interesses de suas empresas diante do poder público, especialmente no tocante às questões tributarias.

Para a União, as Secretarias de Fazenda dos Estados, Distrito Federal e Municípios, a oportunidade de contar com profissionais de ponta para enfrentar a sonegação, a evasão fiscal, o controle e administração da arrecadação e do orçamento e, ainda, os novos desafios que estão por vir com o advento da Reforma Tributária.


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quarta-feira, 27 de maio de 2020

Artigo - Ano lll, Nº06, 1999.



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quinta-feira, 21 de maio de 2020

Artigo - Publicado na Revista Viver - Ano 2, nº 12 - Setembro/Outubro 2000



                    
                                                                                                                           ©José Roberto de Oliveira



quarta-feira, 29 de abril de 2020


Artigo



CONSIDERAÇÕES DIFUSAS SOBRE UMA REVELAÇÃO
                                                         ©José Roberto de Oliveira


”... O momento da "confissão"...
Sinto a solidão da alma e exaustão física... Minha energia tem se desfeito, mas minha mente lembra-me de perseverar na fé, mesmo que minhas orações mais pareçam um discurso decorado...”


Todas as situações fáticas são consequentes e nunca distanciadas do nosso ser (eu)...de decisões produzidas em algum momento histórico de nossas vidas e que podem ter sido influenciadas pelo nosso DNA ou ainda, pela absorção inconsciente de modelos de práxis ou inércia do(s) ator(es) circunvizinho(s), em um tempo “X” qualquer influenciável em nossa vida, mormente nas duas primeiras etapas da vida humana.

Se uma situação fática qualquer acontece em nossa vida, fruto de nossa decisão, falta de atenção ou por falta de decisão ou decisão inadequada, teremos, sim, o direito de arrependimento, de sermos perdoados, compreendidos, etc. Entretanto, as consequências dos nossos atos, além de insculpirem nossa biografia diária da vida, estarão nela presentes para serem usufruídas ou administradas, muitas vezes, até ao fim da nossa existência. Em alguns casos mais específicos, extremados...dão o fim a essa existência, infelizmente.

Voltar à origem (uma regressão...terapia de acesso ao subconsciente segundo os Analistas) pode oportunizar, pela identificação da causa, o ponto nodal e, a partir daí, criar um fortalecimento na base emocional para percorrer novos direcionamentos, que não propicie decisões fragilizadas que, via de consequência, vão sobrecarregar nosso existencial, por fatos tangíveis-materiais, principalmente.

Perseverar na fé, concomitantemente com a busca do diálogo constante com o Criador. Expresse-se longe das articulações verbais decoradas, onde, ainda que a temática seja constante que, pelo menos a lamúria tenha tom, palavras, calma ou desespero diferentes. Exercite assim e sentirá cada vez mais perto de você, um Confidente: o Grande Arquiteto do Universo. Essa intimidade com a Divindade só lhe fará bem e com certeza preencherá muitos vazios existenciais. É uma questão de experimentar!

Não há egoísmo em preocuparmo-nos...ocuparmo-nos com a problemática que nos consome, mesmo em momento de nefasta pandemia que assola a nossa cidade, o nosso país e o mundo. A problemática global, em seus diversos segmentos, nada mais é do que o somatório deletério, na maioria das vezes, das problemáticas isoladas, não declaradas publicamente e com os mesmos apelidos de origem que nos acometem. Dores na e da sociedade que se alternam e oscilam, são fatos rotineiros mundo afora.

Estamos sempre à procura de espaços/lugares para serem só nossos. É legítima e natural tal busca. Entretanto, em algumas circunstâncias é uma situação dúbia entre o sonhado/desejado e a situação fática resultante de ato formatado in concreto num “ante momento” qualquer.

Fato é que, um novo status civil (seja formal ou informal) que porventura nos submetermos, naturalmente leva-nos a achar, a conceber, que o local de residência física primária...anterior, como não sendo mais pertencente ao nosso psicológico: não sendo mesmo nosso mais e, via de regra, em situação normal, nunca mais o será. É o espaço dos pais! Há mais de dois milênios, está sacramentado e presente na maior parte dos povos de cultura ocidental. Corrobora essa assertiva, a hodierna cobrança de aluguel, por parte dos pais, dos filhos solteiros que, após completarem 24 anos de idades e que por qualquer razão desejam continuar sob o mesmo teto paterno.

Evocando também a  vivência da racionalidade, pois que  nessa temática, na situação plural nova, se desenhou, o deslinde da quaestio perpassa pela reflexão/resolução entre os atores envolvidos, o que, em tese, pode-se chegar à melhor equação possível, sob todos os aspectos desejantes, individuais – que não se perde - mais principalmente a prumada socioafetiva, que , repito, passou a ser plural.

O ambiente, o espaço físico de vivência anterior, na maioria esmagadora dos casos o retorno não será sugestão de primeira escolha, pois não será jamais como dantes. O individual que ali habitava, tornou-se plural. Por isso novos sonhos, novos voos, novas experiências de privacidade, novo ordenamento habitacional sem conflitos do conceito do que era, com o que passou a ser ou a acontecer, mesmo que na realidade plural ocorra a idiossincrasia da prevalência do caminhar individual...a dois.

Como a vida é um palco que não nos permite ensaio, estejamos, portanto, sempre com atenção racional aos novos e próximos atos que podem reproduzir fatos que serão “eternos em quanto durem”, caracterizando, marcando nossa passagem terrena, de preferência produzindo fatos de significação evolutiva nos principais sentidos da vida, enchendo os espaços de solidão de alma, pela alegria no coração. Ocupar-se com novos sonhos...para termos oportunidade de racionalizar novos atos, cumulada com a perseverança na fé, acredito serem os melhores indicativos à nossa insaciável existência.
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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Artigo



O PAPEL DO CONSULTOR ... A TEORIA DAS ORGANIZAÇÕES ... QUALIDADE TOTAL ... E ALGUNS DOS NOVOS PARADIGMAS DA ADMINISTRAÇÃO. UM POT-POURRI CONCEITUAL.     
                                                                                                               ©José Roberto de Oliveira 

A conquista do mercado de trabalho, em qualquer atividade, depende da contrapartida dada pelos profissionais envolvidos frente à qualificação esperada ou exigida. Assim somos levados ao vaticínio que associa o perfil dos empresários, administradores e consultores de organização como agentes de desenvolvimento social e econômico num modelo de economia alicerçado na competitividade, no qual só deverão sobreviver aqueles que dispensarem suficiente atenção ao binômio qualidade-produtividade em contexto concorrencial e global.
 Começaremos detendo-nos um pouco no papel do consultor, preambulando que consultoria não é assessoramento, situação essa que muitas vezes leva à confusão.
Campos (1994) enfatiza que uma empresa sempre necessitará de consultores, pois estes são agentes que trazem conhecimento sobre matérias específicas. Este conhecimento deve ser utilizado para RESOLVER PROBLEMAS, ou seja, ATINGIR METAS. Então o objetivo é "atingir uma meta" e não "receber o consultor". O consultor é contratado para ajudar a montar e aperfeiçoar um plano de ação, de tal forma que a organização consiga atingir as metas. Assim, destacamos ainda, como itens importantes relativos à consultoria:

• a distinção entre a consultoria interna e externa com as implicações da independência nas suas atuações. Não se pode desconhecer a influência que pode ter a consultoria interna dos órgãos de linha da organização a que pertence;

• a existência de dois tipos de consultores: consultores de conhecimento e de procedimento. O primeiro leva o conhecimento, a informação, o treinamento; o segundo implementa as diretrizes propostas pelos diagnósticos e atuações anteriores na área do conhecimento;

• que os dois tipos de consultorias ou consultores não são estanques, mas sim um conjunto que pode atuar separadamente em função do contrato de consultoria que se firmar;

• a importância dos itens contratuais que se celebram, visto que deles dependem a maior ou menor atuação producente dos objetivos desejáveis da consultoria;

 • a sensibilidade que o consultor deve ter (tanto no aspecto psicológico e sociológico da organização para a qual vai prestar consultoria) para perceber as diversas reações gerenciais de resistência ou não ao trabalho de consultoria. Identificar essas resistências é ponto chave para prosseguimento do trabalho do consultor;

• que o trabalho de consultoria não deve ter uma postura de assentimento e convencimento somente da alta cúpula organizacional, mas de um envolvimento de todos aqueles que a consultoria alcançar para a consecução dos fins a que se propõe. Aliás, a evidência da superioridade dos métodos participativos foi apresentada inicialmente pelas empresas japonesas, especificamente pela Toyota, ainda nos anos 50, ensinamentos estes que o consultor não pode perder de vista.
Numa ótica crítica organizacional, sob o enfoque da evolução da teoria das organizações e prática organizacional, temos, contrastando, a tecnologia tradicional e a questão dos paradigmas. Neste cenário, numa análise que se faz da empresa brasileira hodierna, observa-se que embora essa empresa esteja em expansão, com aumento nas vendas e com a produção no mesmo diapasão, sérios problemas estruturais existem paralelamente a essa expansão. A consultoria que se solicitar não pode buscar solução para a questão estrutural sem a oitiva do grupo interessado. (método participativo) Enfim, a visão da problemática, a ser construída pela consultoria, passa por uma abordagem macro-organizacional
Quanto à Teoria das Organizações, sua trajetória é uma busca por novos "remédios" - antídotos - para os "males" organizacionais que os antigos modelos não mais resolviam a contento. Tomando-se como marco inicial a Revolução Industrial (lª e 2ª ), todas as teorias procuraram respostas contingenciais, isto é, soluções organizacionais para cada época. Em razão da insipiência que apresentavam, resultaram num continuum evolutivo cujo começo foi a organização formal, chegando à abordagem de sistemas abertos que conhecemos atualmente.
Nesse direcionamento, muito embora não existam verdades definitivas no âmbito das ciências, a mais importante das "verdades" da administração, pelas conseqüências quase arrasadoras que provocou, como revi sionismo de repertório de ideias até então acumulado, foi a constatação simples e singela de que nenhuma organização vive no vácuo, num ambiente artificial facilmente domável pela vontade dos seus instituidores, gerentes ou "donos". Isto ocorre porque ela é, por sua própria natureza, um sistema aberto que retira do ambiente a energia vital de que depende para sobreviver - pessoas, recursos, apoio, preferência - e que produz - sob a forma de bens e serviços - resultados que o ambiente necessita e, portanto, prestigia, paga e defende.
É nesse contexto transformador, ainda, que consumidor passa a ser cliente e surge, assim, a Gestão pela Qualidade Total, novo estilo de gestão para o qual as empresas contemporâneas são impelidas e que, por via de consequência, ocasionam mudanças culturais, inclusive.
A visão comum da questão da qualidade (leia-se visão comum como a convergência dos vários autores do assunto a partir de Deming ) é a de que o cliente é o ponto central de todos os processos de melhoria. A evolução da qualidade, que parte do conceito de inspeção e chega até o enfoque voltado para a visão estratégica global, enseja pensar na mesma, hoje, como maneira de sobrevivência organizacional que implica em uma mudança de atitude, onde as pessoas são efetivamente as molas propulsoras do processo alavancador da qualidade e, por conseguinte, da transformação da empresa.
Campos ( 1994) assim se expressa: "O cliente é o Rei, mas não é Deus. Não se pode satisfazer o cliente às custas do sacrifício das outras pessoas." E prossegue: "QUALIDADE TOTAL é o objetivo do gerenciamento do processo. QUALIDADE TOTAL significa QUALIDADE PARA TODAS AS PESSOAS, ou seja, satisfação para todas as pessoas (clientes, acionistas, empregados e vizinhos).
 Aspecto relevante a se considerar no presente tema é que, nas empresas modernas, a qualidade total enfoca a responsabilidade pública e a cidadania, ou seja, antecipa as questões sociais das quais a empresa não pode ficar à margem, tais como questões ambientais, de segurança, educação, fome, etc.
 Na questão dos paradigmas, inicialmente é de se ressaltar a questão da cultura organizacional dos povos e suas organizações, que não permitem um padrão ou uma só ótica de percepção dos valores e coisas. A realidade dos paradigmas deve ser vista sempre no ritmo evolutivo das organizações. Esse ritmo evolutivo está umbilicalmente ligado à evolução das pessoas. Vejamos o que ensina Gibran Khalil Gibran:

"Vossos filhos não são vossos filhos
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
( .. .)
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis
 Faze-los como vós.
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os
dias passados. "

 Se na organização familiar os novos paradigmas são os continuadores da vida na sociedade, assim também ocorre com todos os demais padrões norteadores da humanidade, inclusive os pertencentes a cada organização. Por isso, não cabe estagnação, e sim evolução. Aliás, ficar arraigado a contornos de sucessos do passado e até mesmo do presente pode demonstrar insegurança e manutenção do status quo.
A arquitetura organizacional traz em si um perigo. Talvez, se não bem compreendida, induza ao pensamento de que é possível existir um modelo estático, lindo, perfeito e acabado.
A necessidade de adequação arquitetônica organizacional é indiscutível, por ser necessária, vital, visto que satisfaz as exigências da situação contextual. Contudo, projetos arquitetônicos que engessam virarão peças de museu e levarão à derrocada aqueles que assim os conceberam.
Como viés de alcance de novas arquiteturas, está o papel emoldurador da alta gerência que deve, como liderança, projetar, construir e operar as mudanças e flexibilizações, para que as organizações sejam eficazes e contribuam para a felicidade das pessoas que delas participam. Influenciar o comportamento organizacional, construindo uma nova arquitetura é parte central do papel da liderança, tanto do ponto de vista estratégico (desempenho da tarefa) quanto do aspecto sócio-cultural. Aliás o projeto do líder tem que estar à frente de sua época. Esta é uma condição sine qua non para a sobrevivência organizacional.
É difícil estabelecer o que aconteceu primeiro nesse processo de mudança: se a globalização, o avanço da tecnologia, a mudança dos comportamentos ou a busca de maior eficiência. Ao certo, sabe-se que essas tendências estão estreitamente ligadas. As grandes corporações e seus organogramas gigantescos foram comparados aos dinossauros, porém com a vantagem de poderem se modificar para sobreviverem num mundo em mudança. Entre as grandes modificações viáveis, que se encontram em consonância com as novas feições dos paradigmas, destacamos:

• a reengenharia - fazendo uma análise crítica de conteúdo de sua abordagem, lamentavelmente foi compreendida como "corte de pessoal", quando na verdade é uma técnica que pode ser utilizada. Fruto das mudanças mundiais, como as inovações tecnológicas e queda de fronteiras, podemos destacar que, embora traga consigo características como a redução das verificações e controles e o envolvimento dos trabalhadores que passam a tomar decisões no estilo da administração participativa, não "fincou" bases para sua continuidade. Isto porque não considerou que seu propósito reestruturador radical e drástico deveria ser toda a organização. Desta forma, deparou-se com questões culturais organizacionais para as quais não estava preparada. Outro óbice ao sucesso da reengenharia foram as barreiras educacionais, já que novos processos implicam em domínio de novas técnicas e, via de consequência, treinamento.

• o benchmarking - consiste em copiar as melhores técnicas e práticas da administração como forma de ganhar vantagens competitivas. Obviamente que, na sua quase totalidade, essas cópias recaem em cima de processos que estão dando certo, o que não invalida a idéia de que de uma gestão "não feliz" não se possa apreender situações desejáveis para aplicação. Além de basear-se em avaliação de produção, serviços e processos de trabalho de organizações que reconhecidamente foram bem sucedidas, tem como característica marcante ser um processo contínuo e sistemático. Vale ressaltar que a imitação das técnicas de administração é antiga. Como exemplo, temos a linha de montagem móvel que foi universalmente copiada em todo o mundo, tomando-se o padrão de organização industrial. É um atalho seguro rumo à excelência? Possivelmente, visto que se trata de um "caminho já percorrido por outrem". Ainda assim, é um aprendizado constante, sob a ótica de agregar o conhecimento (produção/processos de trabalho/serviços) praticado em outras organizações, o que possibilita, indubitavelmente, uma base sólida para o desenvolvimento maior dessas práticas originariamente copiadas. Com base na premissa maior de que o "saber" é humanitário e do mundo, ainda mais para a "construção", não encaramos esse instrumento de gestão corno ferimento à ética. Se os valores que se buscam são direcionados à construção positiva, os esforços que sejam à técnica relacionados não podem nem devem ser ignorados. Cremos que a "reserva de mercado desse saber" atende somente à "ética de mercado", que via de regra só visa ganhos pecuniários.

• o empowerment - estruturas organizacionais projetadas para enfrentar os desafios da competição em níveis globais certamente guardarão poucas semelhanças com o modelo hierárquico tradicional. Nesta ótica, surge o empowerment onde o gerente deixa de existir como "o todo poderoso" e elimina o velho estilo hierárquico e repressivo das organizações, avançando para urna ação colegiada. O empowerment implica em possibilitar a iniciativa criativa, construtiva e decisória dos funcionários. Portanto, é inconcebível ter um chefe tradicional e ter empowerment. Desta forma, que fique bem patenteado nesse terna, que a idéia não é controlar os executores e sim de apoiá-los. Empowerment é olhar para as pessoas, esta é sua característica essencial. Por ser uma  ação colegiada, tem como uma das suas características a tolerância a erros (quando for permissível). Vale destacar, ainda, que existem dificuldades de implantação do empowerment geradas pelos próprios empregados, visto que podem não simpatizar com a proposta de co-responsabilidade. Por derradeiro, mas sem esgotar o assunto, numa análise crítica, observamos que empowerment está mais no campo da "intuição" da gestão, bom senso, do que propriamente no campo analítico típico dos instrumentos de gestão. Não deixa de ser uma oportunidade para as pessoas - co-gestão, co-participação, tolerância de erros- e o tempo mostrará que o empowerment, na cultura organizacional brasileira, principalmente, pode encontrar campo fértil.

BIBLIOGRAFIA
1. CAMPOS, Vicente Falconi. Gerenciamento da rotina do trabalho do dia-a-dia. Belo Horizonte: Líttera Maciel, 1994.
2. GIBRAN, Khalil Gibran. O Profeta Rio de Janeiro: Apex Editora, 1976.
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Nota:
Publicado pela FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS - ESCOLA BRASILEIRA DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA - CENTRO DE FORMAÇÃO ACADÊMICA E PESQUISA
MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE CONSULTORIA-
Rio de Janeiro - Brasil




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